[REVIEW] Série: Young Sherlock – Prime Video (COM SPOILERS)

Poster da série – Divulgação/Prime Vídeo

Neste mês de março, estreou pela Amazon Prime Video a série Young Sherlock.

Eu, particularmente, amo tudo que envolve o universo de Sherlock Holmes: já li os livros, assisti aos filmes e séries sobre o personagem.

Dramaturgicamente, para mim, Benedict Cumberbatch em Sherlock da BBC sempre foi o meu ator favorito desempenhado o papel. A série sempre foi minha favorita também, Primeiro porque o elenco é impecável que além de Benedict conta com Martin Freeman, Mark Gatiss e Andrew Scott. Segundo porque é um Sherlock adaptado no século 21 que sempre nos supreendete, e terceiro porque sou completamente suspeita quando o assunto envolve Steven Moffat, criado da série, principalmente depois do trabalho dele em Doctor Who (sim, sou nerd)

Mas a versão da Prime surpreende e muito. Young Sherlock consegue se equiparar em vários aspectos: elenco, atuações, roteiro, produção e fotografia.

A série traz nosso detetive favorito ainda jovem, com a perspectiva de estudar em Universidade de Oxford, só que não.

Ao longo da trama, vemos Sherlock conhecendo James Moriarty e lidando com conflitos familiares que lembram, em certa medida, a reta final da série da BBC, especialmente quando ele precisa enfrentar questões envolvendo sua família.

Sherlock é interpretado por Hero Fiennes Tiffin, conhecido pela franquia After. Confesso: sempre tive uma queda por ele: não pelo personagem (que acho meio tóxico), mas pela beleza e, claro, pelo sotaque britânico (sou completamente rendida 😅). Aqui, porém, ele prova que vai muito além disso: entrega versatilidade e constrói um Sherlock jovem carismático, inteligente e digno de atenção. Hero não é só um rosto bonito, mas um ator versátil que tem muito para brilhar ainda mais pela frente.

Outro ponto curioso é o fator “família”: o pai do personagem na série é interpretado por Joseph Fiennes, que é seu tio na vida real. Em vez de reduzir isso ao rótulo de “nepobaby”, dá pra enxergar como talento correndo nas veias: afinal, ele também é sobrinho do ator Ralph Fiennes, e filho do roteirista George Tiffin e da diretora cinematográfica Martha Fiennes. Independente da família, Hero é puro

Na trama, além de conhecermos melhor a família Holmes, vemos uma relação mais próxima entre Sherlock e seu irmão Mycroft Holmes, interpretado por Max Irons. Diferente da versão da BBC, aqui Mycroft assume um papel mais protetor, criando uma dinâmica mais afetiva entre os dois.

E não menos importante: Moriarty. Aqui, ele começa como amigo (e até colega próximo) de Sherlock, ajudando nas investigações e até em momentos de fuga. Moriarty flerta, provoca, filosofa: sempre com uma frase de efeito na ponta da língua. Um verdadeiro caos carismático. Vale lembrar, que seguindo o ritmo, no futuro veremos ele como arquinimigo de Sherlock, mas sou suspeita para falar, porque adoro esse tipo de vilão, aquele que a gente sabe que é problemático, mas mesmo assim ama. Tipo a Carminha, de Avenida Brasil. É vilã? É. Mas a gente gosta.

A série também traz personagens conhecidos, como o detetive Inspetor Lestrade em início de carreira, e conta com o destaque de Natascha McElhone como Cordelia Holmes, mãe de Sherlock, que em vários momentos, entrega cenas emocionantes.

No centro da história, Sherlock precisa desvendar uma sequência de assassinatos de professores em Oxford, aparentemente sem conexão. No meio disso, ele acaba se tornando suspeito. É aí que a trama ganha ainda mais tensão, com reviravoltas que vão se desenrolando ao longo dos episódios.

Young Sherlock é aquela série gostosa de assistir, que funciona tanto para quem já é fã quanto para quem está chegando agora e, sim, dá para ver com a família (o que anda cada vez mais raro).

A produção mantém a essência do personagem: observação afiada, raciocínio rápido e soluções brilhantes mesmo que, às vezes, com uma ajudinha de Moriarty em seu “palácio mental”.

Resumindo: recomendo. Boa história, boas atuações, reviravoltas interessantes… Quando você acha que entendeu tudo, vem algo diferente. Absolute cinema.

E já deixo aqui: estou prontíssima para a segunda temporada (ainda não confirmada oficialmente pela Prime, mas convenhamos, vem aí).


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